Em artigo publicado no Jornal A Tribuna de Santos, no sábado (27), o diretor-presidente da ABTP - Associação Brasileira dos Terminais Portuários, Jesualdo Silva, alertou que uma mudança rígida na jornada de trabalho trará impactos econômicos e operacionais significativos ao setor portuário, que opera ininterruptamente.
Entre os principais pontos de atenção abordados no artigo estão:
- Elevação de custos: necessidade massiva de horas extras para manter o ritmo dos portos;
- Apagão de mão de obra: risco de escassez de profissionais qualificados para suprir novas contratações imediatas;
- Insegurança jurídica: enfraquecimento da prevalência do negociado sobre o legislado, desconsiderando a realidade de cada setor.
"Fragilizar ou onerar excessivamente o setor produtivo não garante a criação de empregos. Ao contrário, pode comprometer a eficiência operacional de atividades essenciais para a economia nacional”, afirmou Jesualdo Silva no texto.
A ABTP defende o debate urgente no Senado Federal para garantir que as atividades essenciais, listadas na Lei Federal 7.783/1989, tenham regras de transição viáveis. Só assim o avanço social e a competitividade do país poderão caminhar juntos.
